MEDICALIZAÇÃO DA SAÚDE MENTAL: UMA LEITURA A PARTIR DOS PRESSUPOSTOS DA PSICOLOGIA
Resumo
Este artigo tem como proposta abordar sobre a medicalização em estudantes do ensino superior e futuros profissionais do mercado de trabalho, a fim de propor o reconhecimento de uma prática menos agressiva à saúde física e psíquica, através de análises bibliográficas que foram desenvolvidas ao longo do texto e indicam a necessidade de compreensão da medicalização. Propõe-se também uma reflexão acerca dos problemas relacionados à prática excessiva da automedicação que ocorre pela exigência de um trabalho intelectual crítico. Tendo em vista que os estudantes em busca de crescimento e realização pessoal em relação ao futuro profissional, muitas vezes acabam por comprometer sua saúde dedicando-se aos estudos de maneira intensa, sem se atentar as questões de suas limitações física e psicológica, o que os leva a procurar alternativas mais variadas possíveis, como por exemplo, o uso de medicamentos para manterem-se ativos e focados em seu objetivo. Tal observação se aplica também aos profissionais que já se encontram no mercado de trabalho considerando as exigências do mesmo. Foram analisados 29 artigos e livros, em que 4 foram descartados devido a não corresponderem ao tema de análise na produção deste, e 25 foram utilizados como bibliografias de base para a produção do artigo. Dentre os analisados, a maioria discorre acerca do uso abusivo ou indiscriminado de medicamentos psicotrópicos ou psicoativos, onde se encontra com mais frequência o uso do metilfenidato, enfatizando os malefícios e abordando em quais situações este uso ocorre com maior frequência.
Palavras-chave: Medicalização. Ensino Superior. Mercado de trabalho. Metilfenidato.