PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS À DISMORFIA MUSCULAR ENTRE FISICULTURISTAS E EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO
Resumo
O imediatismo exacerbado associado à influência da mídia que determina padrões de beleza que cultuam os corpos perfeitos tem promovido alterações de comportamento, tais como o transtorno dismórfico corporal (TDC), particularmente entre os homens. O presente estudo objetivou investigar a prevalência e fatores associados à dismorfia muscular entre fisiculturistas e em praticantes de musculação. Ao todo foram selecionados 22 voluntários distribuídos em fisiculturistas (G1: n=10) e praticantes de musculação (G2: n=12). Foi avaliada a massa corporal, a estatura e calculado o Índice de Massa Corporal (IMC). O percentual de gordura (%G) foi estimado por meio de um autoteste usando imagens do Teste da Imagem Corporal. Posteriormente calculou-se o FFMI (Fat – Free Mass Index) Índice de Massa Isenta de Gordura. Utilizou-se também o Questionário do Complexo de Adônis (QCA) composto por 13 perguntas fechadas com três opções de resposta cada (A, B e C). Houve diferença (p=0,003) entre o FFMI do G1 (25,6±0,7) versus G2 (22,0±0,6) e, entre LBM (Lean Body Mass) Massa Corporal Magra de G1 (76,4±2,9) versus G2 (66,4±2,0) p=0,01. Foi verificada prevalência de 50% de risco brando a moderado e 50% de problema sério entre os fisiculturistas para TDC. Em relação aos praticantes de musculação, observaram-se 50% (n=6) para risco que não compromete 41,7% (n=5) risco brando a moderado e 8,3% (n=1) problema sério. Com base nos resultados apresentados, pode-se concluir que há maior preocupação com a imagem corporal por parte dos fisiculturistas do que praticantes de musculação. Ainda, verificaram-se maiores riscos para o desenvolvimento do TDC para os fisiculturistas do que para os praticantes de musculação.
Palavras-chave: Dismorfia muscular; Musculação; Homens.