QUALIDADE DE VIDA DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO QUE ATUA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA ADULTO

Autores

  • Ana Júlia Silva Alves
  • Bruna Vitória Franchini Godoy
  • Vitória de Souza Oliveira
  • Adriana Oliveira Magalhães

Resumo

A qualidade de vida dos enfermeiros em Unidades de Terapia Intensiva Adulto (UTI -A) é frequentemente afetada por fatores físicos, emocionais e sociais decorrentes do ambiente hospitalar estressante, jornadas extensas, pouco reconhecimento profissional e alta complexidade assistencial. Esses aspectos impactam diretamente o bem-estar desses profissionais e, por consequência, a assistência prestada aos pacientes. Objetivo: Analisar a qualidade de vida do profissional enfermeiro que atua em unidade de terapia intensiva adulto. Metodologia: Estudo exploratório, com abordagem quantitativa, realizado entre agosto e dezembro de 2024, em Cuiabá e Várzea Grande (MT). Participaram 15 enfermeiros com pelo menos três anos de experiência em UTI-A. A coleta de dados ocorreu via questionário online baseado no WHOQOL-100, com análise descritiva dos dados no Microsoft Excel. Resultados: A maioria dos participantes era do sexo feminino (53,3%), casada (60%) e com filhos (80%). Embora as relações interpessoais fossem avaliadas positivamente, 66,7% relataram baixa valorização profissional. A saúde mental foi considerada satisfatória por 60%, mas 93,3% não realizavam acompanhamento psicológico. O lazer, a prática de atividades físicas e a alimentação também apresentaram fragilidades. Profissionais relataram uso frequente de ansiolíticos e antidepressivos. A maior parte possui dois vínculos empregatícios (53,3%) e renda entre 2 a 6 salários mínimos (73,3%). Conclusão: Enfermeiros de UTI-A enfrentam desafios significativos que comprometem sua qualidade de vida, sendo necessário promover estratégias institucionais voltadas ao reconhecimento profissional, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e cuidados com a saúde física e mental.

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Publicado

27-08-2026

Edição

Seção

TCC'S