ESTUDO DOS CASOS DE BRUCELOSE NA BAIXADA CUIABANA UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA

Autores

  • Emanoelle de Oliveira Pedro
  • Weslaine Francisne Jesus da Silva
  • Lauren Cristiane Leite Ocampos

Resumo

Este trabalho tem por objetivo analisar as fichas de notificação dos casos de brucelose humana em trabalhadores da Baixada Cuiabana para identificar falhas na assistência, propor melhorias nas ações de saúde. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico quantitativo com abordagem ecológica descritiva e análise documental, realizado com base em dados do SINAN referentes aos casos de brucelose humana em trabalhadores rurais da Baixada Cuiabana entre 2019 e 2023. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e clínicas, incluindo faixa etária, sexo, escolaridade, local provável de infecção e relação com o trabalho. As taxas de incidência foram calculadas com base na População em Idade Ativa (PIA), utilizando dados censitários do IBGE. Resultados e Discussão: Entre 2019 e 2023, a brucelose humana na Baixada Cuiabana concentrou-se em adultos jovens, especialmente entre 20 e 34 anos, com destaque para Barão de Melgaço (faixa 20–24 anos) e Jangada e Várzea Grande (30–34 anos). A raça parda representou a maior proporção dos casos, com 1,71 em Barão de Melgaço e 1,70 em Jangada. A maioria dos casos ocorreu em homens, com predomínio absoluto em municípios como Barão de Melgaço e Jangada. Os níveis de escolaridade mais baixos também se destacaram: 1,71 e 1,70 dos casos estavam entre pessoas com 5ª a 8ª série incompleta. Apenas Santo Antônio do Leverger (0,83) e Várzea Grande (0,84) registraram oficialmente a brucelose como doença relacionada ao trabalho. Quanto ao monitoramento clínico, a maioria dos casos foi classificada como “ignorada”, exceto em Várzea Grande (0,84), que apresentou registros sob monitoramento. Conclusões: A brucelose humana na Baixada Cuiabana apresenta perfil ocupacional, atingindo principalmente homens jovens com baixa escolaridade atuantes na agropecuária. A subnotificação e o preenchimento incompleto das fichas prejudicam a vigilância e o controle da doença. Reforça-se a necessidade de capacitação profissional, uso de EPI e ações intersetoriais que integrem saúde do trabalhador, educação permanente e melhoria na qualidade da notificação.

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Publicado

27-08-2026

Edição

Seção

TCC'S