ANÁLISE DA SITUAÇÃO VACINAL EM CRIANÇAS MENORES DE 5 ANOS EM UMA UBS DE VÁRZEA GRANDE

Autores

  • Carolaine da Silva Carmo
  • Gabriela Lorena F. Donato
  • Ingrid Leticia Fernandes dos Santos

Resumo

A imunização é uma das intervenções mais custo-efetivas na prevenção de doenças infecciosas. A situação vacinal conforme o calendário do Ministério da Saúde é importante para assegurar a proteção plena da criança e evitar a ocorrência de falhas imunológicas. Este estudo buscou analisar a situação vacinal de crianças menores de cinco anos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Várzea Grande (MT), identificando os principais imunizantes em atraso. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e transversal, com base em dados secundários extraídos do sistema CELK Saúde, referentes ao período de 01 de janeiro de 2024 a 31 de dezembro de 2024. A amostra incluiu 178 crianças de 0 a 5 anos atendidas em uma Unidade Básica de Saúde. Os dados foram organizados e analisados por estatística descritiva simples (frequência absoluta e percentual). Resultados e Discussão: Dos registros analisados, 58,9% das crianças estavam com a vacinação em dia, 28,6% com vacinas atrasadas e 12,5% não puderam ser avaliadas. A maior concentração de atrasos ocorreu em vacinas como DTP (17,4%), Tríplice Viral (16,6%) e VIP (16,3%), refletindo falhas no seguimento das etapas intermediárias do esquema vacinal, principalmente entre 6 e 24 meses de idade. A faixa etária com menor número de aplicações foi a de 6 a 11 meses (17,2%), período essencial para reforço imunológico. O tempo de atraso mais comum foi superior a 180 dias (40,3%). Conclusões: A análise da situação vacinal demonstrou boa adesão às vacinas aplicadas nos primeiros meses de vida. Apesar da cobertura inicial satisfatória, o elevado percentual de crianças com vacinas em atraso é um fator preocupante, sobretudo devido à ocorrência de atrasos prolongados, que comprometem a eficácia do programa de imunização. A unidade de saúde deve, portanto, investigar as principais barreiras que contribuem para essa descontinuidade, considerando tanto fatores estruturais quanto aspectos individuais, como a atuação do agente comunitário de saúde e o contexto familiar de cada criança. Dessa forma, a superação desses desafios demanda a implementação de estratégias articuladas, que contemplem a ampliação do acesso, o monitoramento ativo da situação vacinal e ações educativas voltadas à conscientização das famílias sobre a importância de manter o esquema vacinal completo.

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Publicado

27-08-2026

Edição

Seção

TCC'S