EFEITO DA APLICAÇÃO DE DEJETO LÍQUIDO DE SUÍNO (DLS) SOBRE A EMISSÃO DE CO2 EM PASTAGEM DE CAPIM TIFTON-85
Resumo
A utilização de dejeto líquido de suíno como fertilizante em lavouras e pastagens tem se tornado uma realidade em Mato Grosso, como uma alternativa ao descarte desse efluente gerado nas propriedades suinícolas. Porém, a utilização inadequada de DLS como fonte de nutrientes pode acarretar diversos impactos ambientais, dentre eles a emissão de gases de efeito estufa como o dióxido de carbono. Em vista disso, o objetivo desse trabalho foi comparar a emissão de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera depois da aplicação de dejeto líquido de suíno em solo cultivado com capim Tifton-85. O experimento foi desenvolvido na estação experimental da Fundação Rio Verde (13°00'02"S e 55°58'15"O), localizada no município de Lucas do Rio Verde-MT. Na área de estudo foram delimitadas duas unidades experimentais, nas quais foram implantados os seguintes tratamentos: T1 – Fertilização com dejeto líquido de suíno (65 m3 ha-1) e T2 – testemunha (sem fertilização). As medidas de efluxo de CO2 do solo foram realizadas com um analisador de gás por infravermelho durante dois ciclos de corte do capim Tifton-85, entre os dias 27/09 e 27/11/2014. De maneira geral, nos dois ciclos o efluxo de CO2 do solo no T1 foi superior ao tratamento sem aplicação de DLS. Com isso, verificou-se que ao se aplicar DLS, a emissão de CO2 no 1º e 2º ciclo, aumentou 21,5% e 41,7%, respectivamente. Portanto, a aplicação de dejeto líquido de suíno aumenta a emissão média diária e a emissão acumulada de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera em solo cultivado com capim Tifton-85.
Palavras-chave: Gases de efeito estufa, suinocultura, impactos ambientais