O INDIVÍDUO NO ESPELHO LITERÁRIO: A PSICANÁLISE EM MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS

Autores

  • Gabrielle Braz
  • Soraya do Lago Albuquerque

Resumo

Pensar em literatura é pensar numa criação humana que traz consigo vestígios da vida que nos cerca, como um espelho carregado de significados constantemente traduzidos e revistos entre os indivíduos através do canal que os une social e cognitivamente: a linguagem. O fazer literário se enraíza por entre a linguagem e a comunicação humana, por entre a vivência
e os sentimentos que dela escoam, construindo-se, portanto, como uma das mais puras formas de elucidação do universo significativo ao qual o homem se insere. Afirma-se que a força de uma obra, em particular a Machadiana, ultrapassa os limites da ficção e constrói-se como um canal de aproximação entre psicanálise e realidade do leitor. Memórias Póstumas de Brás
Cubas (1881) é a mimesis do viver humano, entre as linhas de uma narrativa literária. esta pesquisa foi produzida sustentando-se no método bibliográfico, de cunho explicativo. Os autores escolhidos para fundamentar os estudos aqui expostos foram, primeiramente, Machado de Assis, autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” obra analisada nesta pesquisa. Ademais, Sigmund Freud (1880) sob o qual apoiam-se os conceitos psicanalíticos abordados na pesquisa; Leila Longo (2011) retratando a ponte entre linguagem e psicanálise, principal ponto abordado neste estudo; Antônio Quinet (2012) numa perspectiva Lacaniana da linguagem e dos sentidos; Garcia Roza (2002) responsável por tratar de maneira resoluta as reflexões de Freud; e Giovanna Bartucci (2002) discorrendo sobre o elo entre o fazer literário e o psicanalítico.

Palavras-chaves: Literatura; Ficção; Psicanálise.

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Publicado

02-06-2026

Edição

Seção

TCC'S