A INSERÇÃO FEMININA NO MERCADO DE TRABALHO E SUAS IMPLICAÇÕES PARA OS HÁBITOS ALIMENTARES DE MULHERES PARTICIPANTE DA PESQUISA DO VIGITEL 2019
Autores
Andreia Teixeira dos Santos Kohlhase
Mariana Leticia Ferreira Monteiro
Jackeline Correa Franca de Arruda Bodnar
Resumo
Diante do quadro epidemiológico atual do Brasil, o estudo do consumo alimentar, apesar de desafiante, é de extrema necessidade para mostrar associações entre a diferença entre os alimentos ingeridos dentro e fora de casa, e a diferença entre os preparados por mulheres que trabalham dentro de casa e por mulheres que são empregadas fora de casa. Objetivo: Analisar a diferença entre a alimentação das mulheres que trabalham fora de casa e daquelas que trabalham exclusivamente em casa. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado com dados do VIGITEL para a população adulta (≥ 18 anos) residente nas capitais no ano de 2019. Nesse estudo foram utilizados apenas dados de mulheres com idade igual ou superior a 18 59 anos, comparando-as com relação ao trabalho. Foi realizado uma comparação dos hábitos alimentares, de acordo com a ocupação dessas mulheres e os resultados foram apresentados por meio de frequências absolutas e relativas. Conclusão: O estudo realizado permite concluir que, para grupos homogêneos, em termos de renda e nível educacional, os hábitos alimentares, apesar de sofrerem influência, não são totalmente diferenciados quando se analisa a inserção feminina no mercado de trabalho. Outros fatores parecem exercer maior influência sobre isso, o tipo de trabalho remunerado realizado, a estrutura familiar e as preferências pessoais e familiares.