ESTADO NUTRICIONAL E INSATISFAÇÃO COM A IMAGEM CORPORAL EM UNIVERSITÁRIAS
Autores
Maria Clara Ribeiro de Carvalho
Victória Martins Vergeiro
Bárbara Grassi Prado
Resumo
Introdução: A imagem corporal é um conceito que cada indivíduo tem do seu corpo, ou seja, está diretamente relacionada com a imagem que é vista no espelho. Também, caracterizada pelos manifestos de sentimentos, seja ele positivo ou negativo, no caso de insatisfação podendo gerar distúrbios. De certa forma, imagem corporal nada mais é a resposta que temos e sentimos a respeito de nós. No entanto, é evidente a correlação de imagem corporal estar ligada as mulheres, as mais atingidas nessa nova era na busca do corpo perfeito. Objetivo: o presente estudo teve como objetivo analisar a frequência de insatisfação com a imagem corporal e o estado nutricional de universitárias de Várzea Grande-MT. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, realizado com estudantes de diferentes cursos do sexo feminino, de uma universidade privada de Várzea Grande, MT, em 2017.Foi aplicado um questionário sobre os aspectos socioeconômicos e demográficos, foram aferidos peso e altura e classificados por meio do Índice de Massa Corporal e a circunferência da cintura. Para avaliar a predominância de riscos dos distúrbios de imagem corporal, foi aplicada a escala de silhueta de Stunkard. Resultados: Foram entrevistadas 220 estudantes com idade média de 24 anos. Quase 76% das entrevistadas eram solteiras, pouco mais de 78% não tinham filhos e 58,6% apenas estudavam. Quanto a classificação do IMC, 55,9% estavam eutróficas, 36,4% estavam com sobrepeso e 7,7% apresentavam magreza. Já na classificação de distúrbio de imagem 18,2% gostariam de ganhar peso, 60% gostariam de perder peso e apenas, 21,8% estavam satisfeitos com seus corpos. Cerca de 41% daquelas que gostariam de perder peso e 73% daquelas que gostariam de ganhar peso estavam com seu peso adequado, e quando avaliadas pelo risco de morbidades, as que gostariam de perder peso, 60,5% estavam sem risco e todas (100%) dos que gostariam de perder peso não possuíam risco de morbidades segundo avaliação da circunferência da cintura. Conclusão: A maioria das universitárias gostaria de perder peso, entretanto, a maior parte daquelas que gostariam de perder ou ganhar peso estavam com seu peso adequado, sem risco para comorbidades. Nota-se a necessidade de atuação de uma equipe multiprofissional, promovendo a auto aceitação e prevenindo possíveis transtornos alimentares