GRAU DE ESCURECIMENTO DE RESINAS COMPOSTAS ESTUDO LABORATORIAL
Autores
Adriane Fortunato Santos Da Silva
Danielly Golçalves Da Silva
Gustavo Breno Alves De Miranda
Larissa Marques De Souza Pereira
Simone Hiasmin Argenton
Resumo
Atualmente, a resina composta é o material mais utilizado em restaurações estéticas. Seu surgimento ocorreu em 1962 como uma alternativa ao cimento de silicato e à resina acrílica (Souza ALT, et al; 2007). As resinas compostas, desde o desenvolvimento por Bowen, em 1962, vêm sendo estudadas, modificadas e amplamente utilizadas. (PINHEIRO et al; 1999; SOUZA JÚNIOR et al; 2003) Estas são base para vários materiais odontológicos, tais como: restaurações diretas, indiretas, forramento de cavidades, coroas, além de outras aplicações. As restaurações diretas proporcionam um tratamento seguro para substituir a estrutura dentária perdida, uma vez que são realizadas com menor desgaste do tecido dental, possuem um menor custo e também apresentam um bom desempenho clínico quando em comparação com as restaurações indiretas. Com o avanço da odontologia e a grande procura por procedimentos estéticos, os materiais restauradores vêm passando por frequente evolução (Canappele; 2009). As resinas compostas são materiais amplamente empregados na odontologia e seu uso tem se tornado intensificado ao longo dos anos, especialmente pelas propriedades estéticas desse material. Mas, além disso, os compostos resinosos possuem outros atrativos que justificam a sua utilização em grande escala, desde uma resistência considerável, custo acessível, adesão e a possibilidade de preparos cavitários mais conservadores.(Sadowsky et al; 2006). Porém, apesar das vantagens esses materiais apresentam como grande desvantagem a descoloração após grande exposição ao ambiente oral, considerando-se que um dos referenciais clínicos mais importantes para o sucesso de uma restauração estética diz respeito à estabilidade de cor.(Malaspina; 2009) Há, no mercado, diversos tipos de resinas compostas com diferentes aplicações restauradoras.(Andrade et al; 2009) Resinas de micropartículas, híbridas, microhíbridas e, recentemente, as nanoparticuladas. Essas são as resinas compostas mais utilizadas na prática odontológica cotidiana.( Silveira Et Al; 2012) E no estágio em que se encontram as resinas compostas restauradoras atualmente, é possível observar que as suas indicações são praticamente ilimitadas. A busca pela perfeição torna-se o desafio do momento, tanto para os pacientes quanto para os profissionais e fabricantes de materiais dentários. Estes, idealmente, deveriam possuir as seguintes propriedades: ser insolúvel, biocompatível, resistente à corrosão e ao desgaste, possuir adesividade à estrutura dental e mimetizar perfeitamente suas características estéticas.(Griffith Jr et al; 1973). A aplicação da nanotecnologia em materiais dentários restauradores diretos, é um desenvolvimento recente dos avanços odontológicos.( Lin, J et al; 2013) As resinas de nanopartículas promovem pequenas melhoras nas suas propriedades, porém não atingiram a excelência de um material restaurador, e se fará necessário o uso de técnicas e instrumentos que permitem a minimização dessas desvantagens (Ferraz, S et al; 2008). Descoloração de materiais resinosos pode ser causada por fatores intrínsecos e extrínsecos. Fatores intrínsecos envolvem a descoloração do próprio material, como a alteração da matriz resinosa e a interface matriz e carga. A cor intrínseca de materiais estéticos pode se alterar, quando esses materiais são envelhecidos sob várias condições físico-químicas, como mudanças térmicas e umidade.( Güler Au et al; 2009) Fatores extrínsecos estão associados às condições instáveis do ambiente oral. Essas condições variam desde a deposição de corantes presentes na alimentação a fatores relacionados à diversificação dos produtos utilizados para a higiene oral por parte dos pacientes.( Topcu Ft et al; 2009) Nesta pesquisa serão usados alguns testes com líquidos alimentares em apenas dois tipos de resina.