LUTOS NÃO RECONHECIDOS NO PROCESSO DE APOSENTADORIA

Autores

  • Ismene Jaquerod
  • Lidiane Belegante Gotardo
  • Vanúcia Silva Resende Campos
  • Viviane Gomes Oliveira
  • Alex Zopeletto da Silva

Palavras-chave:

Luto não reconhecido, Aposentadoria, Saúde Mental

Resumo

A aposentadoria é um marco significativo na vida do indivíduo, frequentemente acompanhada por mudanças emocionais, sociais e identitárias que podem configurar-se como um processo de luto não reconhecido. Este estudo teve como objetivo compreender de que maneiras as perdas e as transformações decorrentes da aposentadoria impactam na saúde mental de pessoas idosas e de que modo essas vivências se manifestam como formas de luto simbólico ou não validado socialmente. Para tanto, foi realizada uma revisão da literatura na base científica PubMed utilizando descritores relacionados com a aposentadoria, o luto, as perdas, a saúde mental e o envelhecimento. Na seleção dos artigos considerou-se publicações entre os anos de 2015 a 2025 e que abordassem os aspectos psicológicos, emocionais e sociais vinculados ao processo de desligamento do trabalho. A análise evidenciou que a aposentadoria pode gerar sentimentos de perda de identidade, solidão, ansiedade e isolamento, muitas vezes não reconhecidos pela sociedade como um processo de luto legítimo. Além disso, os estudos revisados indicam que fatores como desigualdades socioeconômicas, fragilidade física, presença de doenças crônicas e representações sociais negativas do envelhecimento intensificam o sofrimento psíquico, enquanto redes de apoio, planejamento prévio e maior escolaridade se mostram aspectos de proteção. Os resultados destacam a importância da validação dessas experiências e apontam para a necessidade de maior atenção de familiares, profissionais de saúde e políticas públicas. Conclui-se que a identificação do luto não reconhecido é essencial para promover intervenções mais sensíveis e eficazes no processo de envelhecimento. 

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Publicado

23-06-2026