EFEITO DE SUPRESSÃO EM PACIENTES ADULTOS COM LESÃO CORTICAL
Autores
Italuse Cristine De Lara Pinto Cunha
Jessica Raignieri
Taina Maiza Bilinski Nardez
Priscila De Araujo Lucas Rodrigues
Resumo
O sistema auditivo eferente é constituído pelos feixes olivococleares medial e lateral, os quais possuem diferenças anatômicas e fisiológicas que coordenam a função independente das duas orelhas. Esse sistema pode desempenhar um papel na filtragem de ruído de fundo, melhorando a capacidade dos seres humanos para compreender a fala em ambientes ruidosos, e na redução de resposta neural aferente para estímulos auditivos não essenciais de fraca intensidade.Uma das formas descritas na literatura para avaliar o funcionamento do sistema auditivo eferente é através da sensibilização das emissões otoacústicas com a utilização de ruído branco contralateral. As emissões-otoacústicas captadas no meato acústico externo fornecem informações a respeito da integridade dos mecanismos receptores cocleares pré-sinápticos; e, portanto, da função coclear. Tem sido estudada a participação do sistema nervoso olivococlear eferente, principalmente de seu feixe medial, na modulação dessas respostas. A estimulação contralateral por ruídos de banda larga ou estreita é considerada ativadora desse sistema, podendo, como consequência, produzir a diminuição dos valores das amplitudes dessas emissões, desde que o controle neural esteja íntegro e com função normal. Esse efeito produzido denomina-se efeito de supressão das emissões otoacústica. OBJETIVO: Caracterizar o efeito de supressão em indivíduos com lesão cortical atendidos na Clínica Escola do UNIVAG-MT. METODOLOGIA: O delineamento deste estudo foi descritivo. Foram incluídos na amostra os pacientes afásicos e disártricos atendidos na clínica escola do Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG), que tiveram emissões otoacústicas evocadas transientes (EOAT) presentes em ambas as orelhas nas frequências de 1.5, 2, 3 e 4 KHz. RESULTADOS: Observou-se a ausência do efeito de supressão nos pacientes afásicos e disártricos avaliados, na maioria das frequências em ambas as orelhas. Não houve diferença estatisticamente significante na comparação do efeito de supressão por orelha nem por patologia. CONCLUSÃO:A maioria dos pacientes avaliados, afásicos e disártricos, apresentaram o efeito de supressão nulo ou negativo, em todas as frequências testadas em ambas as orelhas. Não houve diferença estatisticamente significante do valor do efeito de supressão por patologia e por orelha testada.