ANÁLISE DE PROCEDIMENTOS REALIZADOS EM INFANTO-JUVENIS DE 0 A 14 ANOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 1 INSULINO-DEPENDENTE NO ANO DE 2022 POR REGIÕES NO BRASIL
Palavras-chave:
Diabetes Mellitus Tipo 1, Insulina de Ação Curta, Complicações do DiabetesResumo
Introdução: A patologia diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é caracterizada como uma doença autoimune, com repercussões endócrina-metabólica, que afeta as células beta das ilhotas de Langerhans no pâncreas desencadeando deficiência absoluta de insulina, o Brasil ocupa o 3° lugar no ranking mundial em número de casos. Objetivos: Este estudo tem como objetivo fazer a análise de procedimentos realizados em pacientes de 0 a 14 anos com DM1 insulino-dependente no ano de 2022 no Brasil. Métodos: O trabalho é estudo epidemiológico, observacional, analítico com delineamento transversal utilizando dados provenientes do Sistema de Informação Ambulatorial do Brasil, abrangendo infanto-juvenis com o diagnóstico de DM1 em 2022. Foram incluidas variáveis como mês de atendimento, UF de residência, faixa etária, sexo, raça, procedimento realizado, valor do procedimento, região, entre outros. Foi utilizada a linguagem de programação estatística R, e a análise de dados feita por meio do teste estatístico qui-quadrado de Pearson, no Software R 4.3.3. Resultados: Ao longo do ano de 2022 foram realizados um total de 100.368 procedimentos em pacientes pediátricos com DM1. Observou-se que a região Sudeste realizou mais procedimentos quanto à aplicação em números absolutos de insulina análoga de ação rápida 100 UI/mL e a região Norte menos. A faixa etária de 0 a 4 anos foi a mais afetada com complicações. As regiões de residência com maior percentual do uso de Insulina Análoga de Ação Rápida 100 UI/ml foram as regiões Nordeste e Centro-Oeste e menor utilização no Norte. Na comparação do uso de insulina em pacientes sem e com complicações do DM1, foi observado uma menor utilização na em pacientes com complicações na região Centro-Oeste. O preço médio dos procedimentos foi cerca de 11 vezes maior na região Norte e o menor custo médio no Centro-Oeste. Conclusão: De acordo os resultados obtidos é notória uma disparidade regional na distribuição da insulina análoga de ação rápida, com maior acesso no Sudeste e custos mais elevados no Norte, além de uma alta incidência de complicações entre lactentes e pré-escolares. Evidenciando a necessidade de padronização do acesso às abordagens terapêuticas da DM1, visando reduzir disparidades e garantir tratamento equitativo em todas as regiões do Brasil.