PERFIL DEMOGRÁFICO E SOCIOECONÔMICO DOS CASOS DE OBESIDADE INFANTO-JUVENIL: UM ESTUDO DE BASE POPULACIONAL
Palavras-chave:
Obesidade infantil, Comportamento Sedentário, Compulsão AlimentarResumo
Introdução: A incidência da obesidade infantil no Brasil tem aumentado de forma alarmante em virtude de múltiplas causas sejam elas genéticas, biológicas ou comportamentais. Este trabalho tem por objetivo realizar um levantamento de dados epidemiológicos acerca dessa comorbidade no Brasil no ano de 2022. Pacientes e Métodos: Estudo epidemiológico observacional, analítico, de corte transversal, usando dados do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) - DATASUS, referente ao diagnóstico de obesidade realizado de Janeiro a Dezembro de 2022, em todo território brasileiro, incluindo indivíduos de 0 a 14 anos.
Resultados: Foram avaliados um total de 7051 pacientes com obesidade infantil no ano de 2022, sendo a amostra composta por 53,60% pessoas do sexo masculino, e destes, 56,86% na faixa etária de 0-14 anos, sendo eles pardos em sua maioria (43,3%). A região Sudeste foi a de maior número de atendimentos, com 51,80%. Dentre os procedimentos realizados, 35,10% ocorreram em Unidades Básicas de Saúde, e 22,10% em Hospitais Gerais. O custo anual com procedimentos relacionados à obesidade infantil somou um total de R$68.059,71. A proporção de diagnósticos em pessoas atendidas fora do seu município de origem foi 27% maior quando comparada àqueles ocorridos em pacientes atendidos no município de origem. Conclusão: Este estudo destacou a crescente prevalência de obesidade infantil no Brasil, especialmente em regiões economicamente desenvolvidas, como o sudeste. Fatores como o estilo de vida sedentário e o consumo de alimentos ultraprocessados contribuem significativamente para esse aumento. A análise de custos revela um investimento insuficiente na atenção primária, ressaltando a necessidade de ações preventivas e educativas desde a infância.