RELAÇÕES ENTRE O BRINCAR ANALÓGICO E O BRINCAR DIGITAL NA PRIMEIRA INFÂNCIA: DESAFIOS PARA A PRÁTICA EDUCATIVA CONTEMPORÂNEA
Resumo
Este artigo analisa as relações entre o brincar analógico e o brincar digital na primeira infância, investigando de que modo o uso de telas interfere nas experiências lúdicas das crianças e quais são suas implicações para o desenvolvimento integral. A pesquisa, de natureza qualitativa e bibliográfica, baseia-se na análise de livros, artigos científicos e documentos oficiais, como a BNCC, que discutem o brincar, o desenvolvimento infantil e o uso de tecnologias digitais na Educação Infantil. Os estudos revisados indicam que o brincar permanece como eixo estruturante da infância, mobilizando imaginação, linguagem, movimento e interação social. Ao mesmo tempo, as transformações culturais e tecnológicas ampliaram o repertório lúdico das crianças, incorporando experiências digitais que exigem mediação e intencionalidade educativa. Reconhece-se que tanto o brincar analógico quanto o digital apresentam potencialidades próprias e podem se complementar, desde que o uso das telas seja equilibrado, orientado e contextualizado. Conclui-se que a integração consciente das práticas analógicas e digitais pode enriquecer o processo de aprendizagem, favorecer o desenvolvimento cognitivo, emocional e social e responder às demandas contemporâneas da Educação Infantil. A mediação dos adultos – especialmente educadores e famílias – torna-se essencial para assegurar que o brincar digital contribua, e não substitua, as vivências fundamentais da primeira infância.
Palavras-Chave: Brincar analógico; Brincar digital; Telas.